"A HERING É UM SÍMBOLO DO AMBIENTE EMPRESARIAL BRASILEIRO. FAMILIAR, INDUSTRIAL, TRADICIONAL, TINHA TUDO PARA DESAPARECER DIANTE DA SUPREMACIA DA CONCORRÊNCIA ASIÁTICA. MAS VENCEU AO REDESCOBRIR SUA ESSÊNCIA." (Capa Revista EXAME - edição especial maiores e melhores - julho 2010)
UMA TRANSFORMAÇÃO RADICAL A SALVOU E FEZ DELA A EMPRESA DO ANO.
Fundada em 1880, em Blumenau, pelos irmãos e imigrantes alemães Bruno e Hermann, a Hering era até poucos anos atrás- e, em muitos aspectos, continua sendo- uma típica empresa do capitalismo brasileiro: de origem familiar, com um importante braço industrial e atuante num setor tradicional da economia. Há 130 anos- ou cinco gerações-, os Hering produzem e vendem roupas. A forma como fazem isso, porém, teve de mudar para que a companhia pudesse sobreviver. Os concorrentes Asiáticos começaram a ganhar espaço no mercado mundial na década de 90. Na época, mais de 70% de suas vendas vinham de peças básicas, como a tradicional camiseta branca, oferecida aos milhares nas grandes redes de varejo brasileiras.
Com os preços baixíssimos estabelecidos por fabricantes de países como China e Singapura, o modelo de negócios baseado na produção de tecidos ou roupas de pouco valor tornou-se inviável. Foi um fenômeno arrasador mundial.
Hoje, a China, com suas fpabricas gigantescas e seus teares de última geração, detém quase metade do mercado mundial de produtos têxteis. Em 2009, a indútria têctil chinesa exportou 160 bilhões de dólares em produtos para o resto do mundo. A Hering conseguiu escapar dessa armadilha.
Mudanças na Hering:
A companhia de afastou até mesmo de seu passado de controle familiar- hoje, apenas 30% das ações estão nas mãos dos cerca de 100 descendentes de Hermann Hering (seu irmão, Bruno, não teve filhos). O restante é negociado livremente no mercado.
1992- È registrado um grande prejuízo pela primeira vez na história da empresa.
1993 e anos seguintes: Pressionada por dívidas que chegaram a 345 milhões de reais, a empresa teve de se desfazer de diversos ativos. O encolhimento era evidente.
2000: A Hering tinha 20 000 funcionários em 1990, e em 2000 restaram apenas 5000.
A reviravolta na estratégia fez emergir uma nova liderança. Fábio Hering, tataraneto de Hermann, era um jovem executivo com experiência em varejo, uma área até então inexpressiva nos resultados da malharia.
Com a reestruturação porém, a área de varejo ganhou status de salvadora.
Embora a primeira loja tenha sido aberta em 1996, durante anos a operação de varejo patinou. O desenho da expansão atual tomou forma em meados desta década e resultou de uma análise detalhada das três marcas que restaram no portfólio da companhia, consideradas as de maior potencial de crescimento - hering, PUC, e Dzarm.
20006 - OS executivos se dedicaram a repensar, com a ajuda da consultoria estratégica Bain & Company, o apelo de suas lojas da marca Hering.
A percepção dos consumidores serviu de base para uma reformulação: a empresa tinha de ser mais do que uma fabricante e vendedora de roupas com uma marca reconhecida. A empresa teria de se render a um fenômeno da nova sociedade de consumo: a moda.
2007 : A Hering pela primeira vez na sua história contratou executivo de mercado - O Paulista Marcos RIbeiro, que assumiu a diretoria de marketing, vindo da rede de lojas de roupa C& A. Ribeiro passou a se dedicar á coordenação das coleções e da marca, enquanto o diretor comercial Ronaldo Loos, com 32 anos de casa, tocava a distribuição.
2008 e anos seguintes: O percentual de peças mais baratas - com preço aproximado de 30 reais- passou de apenas 25% para 75% dos itens de cada coleção. Paralelamente, o ritmo de lançamentos se intensificou. Tudo isso ajudou a aumentar as vendas e a impulsionar a abertura de novas lojas.
Inauguração de 162 pontos com as marcas Hering e PUC.
Os asiáticos tornaram-se aliados. A produção própria da companhia se limita atualmente a 52% das vendas. Nos três centros de produção que possui, todos os galpões são alugados e diversas linhas de produção são terceirizadas.
Para diminuir os custos de expansão das lojas, a Hering optou por adotar o modelo de franquias.
Hoje, cerca de 80% das 278 lojas da marca Hering e das 73 lojas da marca PUC estão nas mãos de 135 franqueados.
OS NÚMEROS DO CRESCIMENTO :
83 % DO FATURAMENTO VEM DA MARCA HERING ( O restante é resuktado das vendas da marca PUC e Dzarm).
6 000 FUNCIONÁRIOS TRABALHAM NA COMPANHIA- Um quarto do quadro de pessoal da Hering nos anos 90.
58% DAS 278 LOJAS DA MARCA HERING ESTÃO NAS MÃOS DE UMA REDE DE 94 FRANQUEADOS EM 24 ESTADOS BRASILEIROS.
3 CENTROS DE PRODUÇÃO - Em Santa Catarina, Goiás e Rio Grande do Norte.
ENTRE 2007 E 2010, O PERCENTUAL DE VALORIZAÇÃO DE MERCADO FOI DE 562%.
LUCRO LÍQUIDO:
2005 - 30,6
2006- 6,8
2007 -18,7
2008- 37,7
2009 - 114,5



2 comentários:
Blumenau é com U, não com L... um pouco mais de atenção ajuda.
Ok.. obrigada pelo toque :)
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