quarta-feira, 14 de julho de 2010

A Empresa do Ano - HERING ( Pesquisa revista EXAME)- 2010





  "A HERING É UM SÍMBOLO DO AMBIENTE EMPRESARIAL BRASILEIRO. FAMILIAR, INDUSTRIAL, TRADICIONAL, TINHA TUDO PARA DESAPARECER DIANTE DA SUPREMACIA DA CONCORRÊNCIA ASIÁTICA. MAS VENCEU AO REDESCOBRIR SUA ESSÊNCIA." (Capa Revista EXAME - edição especial maiores e melhores - julho 2010)

UMA TRANSFORMAÇÃO RADICAL A SALVOU E FEZ DELA A EMPRESA DO ANO.






Fundada em 1880, em Blumenau, pelos irmãos e imigrantes alemães Bruno e Hermann, a Hering era até poucos anos atrás- e, em muitos aspectos, continua sendo- uma típica empresa do capitalismo brasileiro: de origem familiar, com um importante braço industrial e atuante num setor tradicional da economia. Há 130 anos- ou cinco gerações-, os Hering produzem e vendem roupas. A forma como fazem isso, porém, teve de mudar para que a companhia pudesse sobreviver. Os concorrentes Asiáticos começaram a ganhar espaço no mercado mundial na década de 90. Na época, mais de 70% de suas vendas vinham de peças básicas, como a tradicional camiseta branca, oferecida aos milhares nas grandes redes de varejo brasileiras.
Com os preços baixíssimos estabelecidos por fabricantes de países como China e Singapura, o modelo de negócios baseado na produção de tecidos ou roupas de pouco valor tornou-se inviável. Foi um fenômeno arrasador mundial.
 Hoje, a China, com suas fpabricas gigantescas e seus teares de última geração, detém quase metade do mercado mundial de produtos têxteis. Em 2009, a indútria têctil chinesa exportou 160 bilhões de dólares em produtos para o resto do mundo. A Hering conseguiu escapar dessa armadilha.

Mudanças na Hering:

A companhia de afastou até mesmo de seu passado de controle familiar- hoje, apenas 30% das ações estão nas mãos dos cerca de 100 descendentes de Hermann Hering (seu irmão, Bruno, não teve filhos). O restante é negociado livremente no mercado.
1992- È registrado um grande prejuízo pela primeira vez na história da empresa.
1993 e anos seguintes: Pressionada por dívidas que chegaram a 345 milhões de reais, a empresa teve de se desfazer de diversos ativos. O encolhimento era evidente.
2000: A Hering tinha 20 000 funcionários em 1990, e em 2000 restaram apenas 5000.

A reviravolta na estratégia fez emergir uma nova liderança. Fábio Hering, tataraneto de Hermann, era um jovem executivo com experiência em varejo, uma área até então inexpressiva nos resultados da malharia.
Com a reestruturação porém, a área de varejo ganhou status de salvadora.
Embora a primeira loja tenha sido aberta em 1996, durante anos a operação de varejo patinou. O desenho da expansão atual tomou forma em meados desta década e resultou de uma análise detalhada das três marcas que restaram no portfólio da companhia, consideradas as de maior potencial de crescimento - hering, PUC, e Dzarm.
20006 - OS executivos se dedicaram a repensar, com a ajuda da consultoria estratégica Bain & Company, o apelo de suas lojas da marca Hering.
A percepção dos consumidores serviu de base para uma reformulação: a empresa tinha de ser mais do que uma fabricante e vendedora de roupas com uma marca reconhecida. A empresa teria de se render a um fenômeno da nova sociedade de consumo: a moda.
2007 : A Hering pela primeira vez na sua história contratou executivo de mercado - O Paulista Marcos RIbeiro, que assumiu a diretoria de marketing, vindo da rede de lojas de roupa C& A. Ribeiro passou a se dedicar á coordenação das coleções e da marca, enquanto o diretor comercial Ronaldo Loos, com 32 anos de casa, tocava a distribuição.
2008 e anos seguintes: O percentual de peças mais baratas - com preço aproximado de 30 reais- passou de apenas 25% para 75% dos itens de cada coleção. Paralelamente, o ritmo de lançamentos se intensificou. Tudo isso ajudou a aumentar as vendas e a impulsionar a abertura de novas lojas.
Inauguração de 162 pontos com as marcas Hering e PUC.
Os asiáticos tornaram-se aliados. A produção própria da companhia se limita atualmente a 52% das vendas. Nos três centros de produção que possui, todos os galpões são alugados e diversas linhas de produção são terceirizadas.
Para diminuir os custos de expansão das lojas, a Hering optou por adotar o modelo de franquias.
Hoje, cerca de 80% das 278 lojas da marca Hering e das 73 lojas da marca PUC estão nas mãos de 135 franqueados.



OS NÚMEROS DO CRESCIMENTO :

83 % DO FATURAMENTO VEM DA MARCA HERING ( O restante é resuktado das vendas da marca PUC e Dzarm).
6 000 FUNCIONÁRIOS TRABALHAM NA COMPANHIA- Um quarto do quadro de pessoal da Hering nos anos 90.
58% DAS 278 LOJAS DA MARCA HERING ESTÃO NAS MÃOS DE UMA REDE DE 94 FRANQUEADOS EM 24 ESTADOS BRASILEIROS.
3 CENTROS DE PRODUÇÃO - Em Santa Catarina, Goiás e Rio Grande do Norte.
ENTRE 2007 E 2010, O PERCENTUAL DE VALORIZAÇÃO DE MERCADO FOI DE 562%.

LUCRO LÍQUIDO:

2005 - 30,6
2006- 6,8
2007 -18,7
2008- 37,7
2009 - 114,5

terça-feira, 6 de julho de 2010

Psicologia Organizacional ( Parte 5) Mudanças no RH.

De acordo com BOOG (1994), as organizações pioneiras se baseavam em pressupostos mecanicistas onde eram vistos como máquinas e seus funcionários eram engrenagens dessas máquinas.As idéias principais eram as seguintes:

  • Informações apenas para alta cúpula;
  • Treinamentos puramente operacionais e técnicos;
  • Racionalizar o trabalho, aumentar a produtividade adequando as pessoas ás tarefas;
  • foco quase exclusivo em tarefas;
  • foco quase exclusivo em tarefas;
  • Testes de QI e medição, avaliação por meio de testes.
MUDANÇAS:

  • Anos 70 - COMPETITIVIDADE.
 Surgiram novas tecnologias , por isso as formas de gestão mudaram também.

  • Anos 80/90  - IMPREVISIBILIDADE
A época em que a continuidade era imprevisível já era. O mercado passou a ser imprevisível, por isso as seguintes mudanças passaram a se tornar necessárias:
 - Diálogo, franqueza, transparência dos negócios para todos os níveis hierárquicos, informação ampliada e envolvimento de todos funcionários;
- Níveis de decisão se ampliam, não ficam somente com a cúpula da empresa;
- Delegação passa a ser ganho de poder, a autoridade passa a ser descentralizada;
- Desenvolvimento de habilidades não apenas técnicas, mas também comportamentais conceituais;
- Flexibilidade e agilidade passam a ser um diferencial;
- Cliente passou a ser o centro dos negócios;
- Qualidade não é mais centrada apenas no produto, mas em todo o processo produtivo responsabilidade de todos
- Processos de comunicação interna passaram a ser estudadas para melhor eficiência.Devem acontecer de uma forma global.

A conclusão contundente nos mostra que asministrar uma empresa requer muito mais do que as meras funções básicas de planejar, organizar,liderar e controlar.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Psicologia organizacional (parte 3) - Estudo das organizações





A Psicologia organizacional estuda os fenômenos psicológicos presentes nas organizações ligados direta ou indiretamentte á gestão de pessoas.
 ABORDAR O SER HUMANO - Indivíduo que por muitas vezes é esquecido e sufocado atrás da intensidade com que a tecnologia e outros fenômenos externos interferem no funcionamento das empresas, mas que na verdade é o principal ator para qualquer possibilidade de avanço, lucratividade e crescimento no mundo globalizado.
 O TRABALHO e o ATO DE TRABALHAR devem caminhar juntos, no mesmo rumo, com o objetivo de satisfazer as necessidades da empresa quanto ás necessidades das pessoas que lá estão proporcionando um sentido para ambos.
  COMPREENDER :

  •  Como as pessoas entram na organização;

  •  Como evoluem;

  •  Como podem ter seu desempenho maximizado

  •  Como então podem fechar o ciclo produtivo.
O Objetivo é trabalhar no aproveitamento dos recursos humanos para que possam oferecer maior rendimento organizacional ( eficiência e produtividade) aliados com realização individual ( satisfação pessoal , motivação).

EVOLUÇÃO HISTÓRICA DA PSICOLOGIA ORGANIZACIONAL,,


1913 - Publicação do primeiro compêncio de psicologia organizacional - Psicólogos experimentais estavam interessados em aplicar novos princípios da psicologia para resolver problemas em organizações.

1917 - Desenvolvimento dos principais testes psicológicos - Influência dos prinsípios da Administração científica e estudo da produtividade, realizados pro Frederick Winslow Taylor. Ele estudou longamente a produtividade de funcionários durante o final do século XIX e início do século XX. Os princípios mostram que:
  1. Cada trabalho deve ser analisado, para que o modo otimizado de executar as tarefas possa ser especificado;
  2. Os funcionários devem ser selecionados de acordo com as características do trabalho;
  3. Os funcionários devem ser treinados;
  4. Os funciona´rios devem ser recompensados por sua produtividade4 para incentivar o desempenho;
Influência da engenharia e psicologia - Frank e Lilian Gilbreth com o estudo do tempo e movimento.

1924- Estudos de Hawthorne- Aspectos sociais da organização afetam o comportamento e desenvolvimento dos funcionários;
 - Influências da Segunda Guerra Mundial (1939) - testagem psicológicas, treinamento, avaliação de desempenho, desenvolvimento de equipes.

1970 - A APA ( American Psycological Association) aceita a psicologia Organizacional e Industrial como ciência.

Anos 80 em diante - Em diante - influência de fenômenos como a globalização, a era do conhecimento e da informação mostram o caminho da mudança na relação capital e trabalho, além da interferência na legislação.


PRINCIPAIS ÁREAS DE ATUAÇÃO DA PSICOLOGIA ORGANIZACIONAL

  •  Estudo dos processos de aprendizagem
  • atitudes, percepções e emoções
  • necessidades e forças motivacionais
  • satisfação com o trabalho
  • processos grupais e comunicação
  • liderança e processos decisórios
  • Gestão , poder e administraçao de conflitos
  • planejamento do trabalho
  • cultura organizacional
  • processos de mudança





    Psicologia Organizacional (Parte 2) - Adaptações do homem



    " Você pode comprar o tempo de um homem,
    Você pode comprar a presença física de um homem em um determinado lugar,
    Você pode igualmente comprar certa atividade muscular, pagando por hora, mas você não pode comprar entusiasmo, iniciativa, devoção de coração, de espírito.
    Essas virtudes você deve conquistá-las"
    (Weil, 1991, p.31-32)


    De acordo com WEIL (1991), o estudo do fator humano nas organizações pode ser dividido em três partes principais, que sejam:

    1. Adaptação do homem ao trabalho:
    Avaliação de perfil por meio de testes psicológicos. Assim é possível classificar as pessoas em função das suas aptidões, gostos, interesses e personalidade. Assim, consegue-se tornar o ser humano mais feliz e a organização mais produtiva.
    Ações de eduação continuada, visa o aperfeiçoamento do pessoal em exercício - ESTÍMULO PARA O DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL E ORGANIZACIONAL.

          2. Adaptação do trabalho ao homem:
    Amviente físico e equipamentos, instalações adaptadas ao homem. exemplo: influência das cores, ergonomia, saúde ocupacional entre outras coisas proporcionam maior produtividade e melhoria do clima organizacional.

          3. Adaptação do homem ao homem:
    O ambiente de trabalho deve ter confiança mútua e respeito humano. Sabe-se que uma pessoa que faz uma coisa ciente da importância do seu trabalho e do seu respectivo valor, produz muito mais do que uma pessoa da qual se pede simplesmente obediência.

    Psicologia Organizacional ( Parte 1)



     " Se queres colher em curto prazo, plante cereais;
        Se queres colher em longo prazo, plante árvores frutíferas;
        Mas se queres colher para sempre,
        treine e eduque o homem
        ( Antigo Provérbio Chinês)


           Na história da civilização notamos que há mudanças contínuas.
           A adaptação é essencial para a sobrevivência. O ritmo dessas mudanças influenciam o comportamento humano e consequentemente o comportamento organizacional.

         NOVAS TENDÊNCIAS DA ECONOMIA DE MERCADO
        
    Necessidade de uma compreensão sistêmica das organizações por meio da compreensão do comportamento humano.
    • A nova postura organizacional exige o desenvolvimento de um novo comportamento diante de questões como o conhecimento (aprender a aprender).
    • O trabalho e as organizações estão presentes na vida de todos e aparecem como fenômenos nos níveis individual, grupal, organizacional e ambiental.
     TRABALHO : Semrpe teve lugar central na vida da sociedade.


    • GRANDES MUDANÇAS:
    A hierarquia das organizações, antigamente estável e de movimentos lentos, com os "pensadores" no topo da pirâmide e os "fazedores" na base, é pouco apropriada ao novo ambiente competitivo e de movimentos rápidos.

            ORGANIZAÇÃO HOJE DEVE SER:
    • plana
    • enxuta
    • flexível
    ( Processo decisório descentralizado)
    • Foco na competitividade
    • velocidade
    • eficiência
    • trabalho em equipe
    • mercados globais
    • foco nas necessidades dos clientes (não em lucro á curto prazo).
    VISÃO SISTÊMICA:

    O HOMEM NÃO TRABALHA SOZINHO
    • Conquista do conhecimento;
    • Volume de informações;
    • Divisão do trabalho.
    Um indivíduo depende do outro numa organização.
    A ciência do comportamento humano então auxilia na compreensão dessa dinâmica e na elaboração e uso de ferramentas capazes de tornar o ambiente organizacional mais saudável e preparado para a demanda do mercado.
    Moscovici(1994, p.29) escreve:
        As pessoas nem sempre fazem ou dizem o que é esperado, e deixam os outros surpresos e confusos com algumas de suas respostas ou atos insólitos.
       Há alguns anos, um grande grupo industrial resolveu instalar uma fábrica.Mandou comprar máquinas das mais modernas, instalando-as num prédio planejado pelos melhores arquitetos. Hoje, esta indústria está em declínio, os seus dirigentes perderam o controle da situação. Por quê ?
      "O que aconteceu foi o esquecimento total, por parte dos dirigentes, de que a indústria é dirigida, mantida e controlada por homens. Esqueceram que ao lado do fator equipamentos e instalações, existe o fatos humano." ( Weil, 1991,p.21).